Othelino Neto: o projeto de cacique partidário que fracassou

Othelino Neto desembarcou no PSB com um plano claro: transformar o partido em seu feudo político. Agiria como um interventor informal, enquanto sua esposa comandaria oficialmente a sigla no Maranhão.
A primeira investida, porém, foi um fracasso retumbante.
Othelino promoveu expulsões seletivas dentro do partido e tentou manter a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, politicamente amarrada ao PSB. O objetivo (ou sonho) era evidente: ser o líder dela na Alema e, assim, massagear seu ego.
O resultado foi imediato e constrangedor. A Justiça anulou todas as expulsões.
Veio então o segundo revés. Os dinistas, liderados por Othelino, tiveram de recuar e negociar a saída de todos os governistas do PSB. Caso contrário, a oposição correria o risco de ficar sem voz, sem comissões e sem espaços no Legislativo, um custo político alto demais para sustentar o delírio de controle.
A primeira investida de Othelino no PSB não passou de um projeto de ditador mal-sucedido. Desaprendeu a fazer política, confundiu articulação com imposição e força com autoridade.
O saldo é claro: mais uma derrota dupla de Othelino Neto para Iracema Vale na política e na Justiça.
O grupo político que se partiu ao meio, deixando fragmentos voando pelos ares, agora nada mais é que uma batalha no campo nefasto da perfídia, tendo de um lado o comando criminoso do déspota Flávio Dino, através de cochichos ao pé dos ouvidos de seus fiéis comandados. Do outro lado, fortalecido pelas patas dos Leões, está o governador Carlos Brandão, cujas armas são apenas promessas utópicas verberadas em todos os municípios maranhenses.
Enquanto isso, galopa a passos largos a pré-candidatura do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que, embora ainda silente, lidera com folga todas as pesquisas para a sucessão estadual.
É de bom alvitre olhar para o passado e apanhar, num relance, um filme que, embora ainda criança, assisti em 1965. Lembram? Vou tentar resumir: com o racha do grupo Vitorinista, o governador Newton Bello lançou a candidatura do ex-prefeito de São Luís, Antônio Eusébio da Costa Rodrigues. O senador Vitorino Freire apoiou a candidatura do jovem capitão de fragata da Marinha Brasileira, Renato Archer Bayma da Silva. Quando a guerra da vaidade e da cegueira pelo poder ainda nem começara, inopinadamente surgiu a candidatura meteórica de José Sarney, que venceu com folga o pleito eleitoral, varrendo a Oligarquia Vitorinista da política maranhense.


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